Terça-feira, Outubro 25, 2005
A Escolha

Dessa vez, eu já tinha 19 anos. Fui pra uma boate pequena que estava bem agitada durante aqueles tempos, e que eu conhecia bastante gente por lá. Só que nesse dia, eu não conhecia ninguém. Ou pelo menos, quase ninguém.

Fiquei andando de um lado pro outro pra ver se encontrava alguém conhecido, e nada. Resolvi parar naqueles banquinhos que rodeiam o bar interno, e um cara puxou assunto. De cavanhaque, aparentando uns 28 anos, se apresentou como Vinícius. Conversa vai, conversa vem, ele falou também que era dentista. E pelo visto, estava querendo cuidar da minha boca, mas de uma forma bem diferente da normal. Ele cercava, rodeava, falava e não me deixava ir embora. Eu estava quase tacando uns dardos nele (nessa boate tinha um alvo para tacar dardos, e eu estava com um na mão).

Eis que avisto a minha salvação. Marcelo era um ex-namorado da minha prima, e primo de um ex-namorado meu. Não o via há anos. Quase pulei em cima dele e dei um berro de alegria:
- Marceeeeeeeeloooo, você por aqui?
- Não. Isso é só uma ilusão sua, eu não estou aqui. (ele sempre foi metido a engraçado)
- Ahh, pára de ser bobo. Mas e aí, me conta o que você ta fazendo? (tentei puxar assunto pra não ter que voltar a conversar com o outro).
- Estou numa boate, como você pode perceber. Mas, você não tava conversando com o Vini? (Ahn!? Vini!? Ele conhece o Vinicius e é intimo assim?)
- É. Estava, mas agora quero conversar com você... (e chegando perto do ouvido dele disse que a conversa com o tal Vini não estava me agradando).

Os dois conversaram qualquer coisa e o Marcelo foi pra uma mesa ali perto. E eu, claro, fui atrás dele. Já que não conhecia ninguém mesmo, fiquei por ali conversando com ele, jogando dardos e como ele não era muito dado a dançar, ficamos só de bate papo e bebidinhas.

Como o assunto esfriou, resolvi ficar jogando charminho pra cima dele, mas sem querer nada mais, só pra ver a reação dele. Ele se manteve normal, sem esboçar nenhuma vontade de me agarrar. Não sei se achava isso bom ou ruim.

A noite terminou, e fui pra casa. Perguntei se ele não queria me levar (uma pequena caminhada a pé mesmo, pois a boate era razoavelmente perto da minha casa, sem contar no fato de que ele não tinha carro). Ele topou e fomos. Tranquilos, conversando. Ainda paramos no Bob´s pra comer alguma coisa mais substãncial. Enfim, chegamos na minha casa, ele subiu até o meu andar e me deixou na porta de casa. Perguntou se minha prima estava por ali, e eu disse que ia ver, pra ele esperar ali na porta (entrar de jeito nenhum!!!). Passou uns 6 minutos e eu voltei. Só de babydoll, preto. Abri a porta e disse a ele que ela estava, mas estava dormindo. Ele elogiou o meu visual (era isso mesmo que eu esperava) e perguntou se não ia ganhar nem um beijo por aquilo tudo que ele fez. Eu realmente pensei que ele não tinha dado a mínima pros meus charminhos, mas acho que o babydoll resolveu a situação. Fiz um charme básico, neguei um pouquinho, mas acabei beijando ele. Ficamos uns dois minutos nos beijando e ele me dando uns apertões, mas não deixei passar disso. Disse que já estava tarde e que eu tinha que dormir, senão daqui a pouco o pessoal lá de casa iria acordar e não ia pegar bem. Ele foi embora, meio nervoso, meio satisfeito.

Mas acho que fiz a escolha certa.

Beijinhos...

:: Por Patrícia Proença em 12:11 AM
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Sexta-feira, Fevereiro 25, 2005
Tadinho!!!

Nunca, na minha vida, eu disse que era santa. Seria uma mentira. E, sinceramente, não gosto de mentir. Sempre fui safadinha, atirada, mas no estilo "ponho lenha na fogueira, e depois jogo um balde d'água". Cruel, sim. Mentirosa e santa, não.

Eu estava na oitava série, tinha infelizmente repetido um ano e estava um pouco mais velha do que era pra estar. Tinha um garoto na minha sala que era uma gracinha. Loirinho, cabelos lisos até os ombros, narizinho empinadinho, olhos verdes, uma gracinha. Tímido que só ele. Mais tímido que o normal. As poucas vezes que ele conversava com a gente, era o tipo bem humorado.

Já tinha namorado duas garotas do colégio, mas não tinha durado nem 1 mês nenhum dos dois namoros. Sei que uma vez a namorada terminou, e a outra vez tinha sido ele. No mais, tirava notas médias a boas.

O ano foi correndo, e em meados de setembro, resolvi arriscar um "estudo em conjunto", na minha casa. Chamei algumas pessoas da sala para não dar muito na vista e, claro, inclusive ele. No dia e hora marcados, as pessoas chegaram. Ele chegou um pouco atrasado (ufa! pensei que ele não viesse). Os estudos começaram, bem devagar. A conversa paralela foi mais forte que o estudo, e o estudo em conjunto virou uma reunião social entre alunos. Tinha preparado, junto com minha mãe, um lanchinho para todos. Tudo ficou mais divertido, porém mais longe dos estudos. Aos poucos, um a um estava indo embora. E ele, peça fundamental, ainda estava lá, sem esboçar menção de ir embora. E nem eu queria que ele fosse embora. Queria ficar sozinha com ele. E, durante todo o tempo, me esforcei bastante para demonstrar (só pra ele) que eu queria que ele ficasse. Não sei se ele estava entendendo, mas não estava querendo ir embora. Até minha mãe resolveu sair pra fazer compras (juro que não combinei nada com a minha mãe, mas isso facilitou muuuuiiito a minha vida). E o último convidado extra foi embora.

Ficamos só nós dois. Agora era eu que não sabia direito o que fazer. Tinha pensado em tudo, porém não contava com o fato de ficar sozinha na minha casa com ele. Perigo ele não representava nenhum. Aliás, se alguém ali representava o perigo, era eu. E perigosa como sou, com uma cara meia de sonolenta, chamei ele pra ir pro meu quarto. Ele, meio sem graça, veio. Deitei na cama, de bruços, estirada pela vertical da cama. Chamei ele para sentar (sentar, gente) do meu lado. Ele tentou dizer que ia embora porque eu estava com sono e não queria me atrapalhar, mas tratei de dizer rapidamente que tinha medo de ficar sozinha e que ele não estava atrapalhando. Ele sentou do meu lado e percebi que não sabia onde colocava as mãos. Ficou sem saber o que falar, sem saber o fazer e arrisco hoje até a dizer que estava suando frio com a situação. Tadinho.

Mas eu não parei por aí. Reclamei que estava com uma dorzinha nas costas, se ele podia me fazer uma massagem. Ele disse que nunca tinha feito massagem em ninguém (e eu acreditei fielmente), mas que podia tentar. Começou, totalmente sem jeito, a passar a mão nas minhas costas, meus ombros e minha cintura. Do jeito dele, massageou durante uns 5 minutos. Disse que tinha melhorado (porque se ele continuasse, eu realmente iria ficar com dores), e pedi pra ele fazer um cafuné pra eu dormir. Pelo menos isso ele sabia fazer (também se não soubesse, eu mandava ele embora naquela hora). Ficou fazendo carinho na minha cabeça e eu fiz que quase dormi. Abri o olho pela metade, olhei pra ele e disse que ele podia fazer carinho em mim onde ele quisesse. "Onde eu quiser?", ele perguntou meio assustado e empolgado ao mesmo tempo. "Sim, onde você quiser", eu respondi.

E ele começou um carinho bem gostoso (nada a ver com a massagem de antes), pelos meus cabelos, minhas costas, ia até quase na minha bunda e subia de novo. Não passava os dedos na minha bunda de jeito nenhum (apesar de eu querer muito!). Uma das vezes, quando eu pensei que ele ia, ele fez um salto cambalhota com os dedos e foi parar direto nas minhas coxas, mas não tocou na minha bunda. E subia e descia com a mão, de leve, sem pressão. Numa das vezes me deu um arrepio tão grande, que resolvi virar de barriga pra cima. Mencionei que tava quase dormindo já com aqueles carinhos (como se eu fosse conseguir dormir numa situação dessas).

Agora eu tinha deixado ele numa situação complicada. De barriga pra cima, tinha muito mais coisa a pular (que eu não queria que ele pulasse). E ele continuou o carinho dele pela minha barriga, pra um lado e pro outro, meio sem saber o que fazer. Lembrei que ele era tímido, e constatei que realmente era tímido. Não era só fachada. Fiz que dormi, jogando a cabeça pro lado um pouco, e pelo visto, deu certo. As pessoas são tímidas se tiver alguém as observando. Quando se sentem sozinhas, não ficam tão tímidas. Ele começou a fazer carinho perto do meu peito, até que finalmente, acariciou meus bicos (tudo por cima da roupa, claro). Parece que ficou muito empolgado com isso, embora eu infelizmente não tenha visto a cara dele. Desceu com a mão e passou a fazer carinhos na minha coxa e por cima do meu short (eu estava com um mini-short, bem folgadinho). Estava muito bom tudo aquilo. A empolgação dele continuava e resolveu embrenhar os dedos por baixo do meu short, bem devagar. Parecia que estava com medo de fazer algo errado e eu acordar. Mas com certeza, eu não ia acordar. Continuou mais uns 10 minutos, fazendo carinhos no meu peito, barriga, coxas e volta e meia, embrenhando os dedos por dentro do short, mas sem chegar em lugar nenhum. Até que, conseguiu tocar meus pelos, e ficou por ali uns 2 minutos. Quando percebi que ele já estava empolgadinho demais e tentando chegar mais longe do que os meus pelinhos laterais, resolvi acordar. Mexi o rosto e rapidamente ele tirou a mão e voltou com ela pra minha barriga.

Perguntei que horas eram e ele me disse algo em torno de seis e meia da noite. Disse que minha mãe já estaria chegando, que agora eu não tinha mais medo de ficar sozinha, e caso ele quisesse ir embora, podia ir. Tadinho de novo. Fez uma cara de quem queria mais, mas entendeu a deixa e levantou pra ir embora. Nos despedimos e nunca mais tocamos nesse assunto e nunca mais aconteceu nada.

Beijinhos...

:: Por Patrícia Proença em 2:41 AM
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Domingo, Fevereiro 20, 2005
Homens!!!

Olá!!! Como estou com pouco tempo livre, apesar de ainda continuar desempregada, vou postar aqui uma fábula - embora boatos por aí digam que realmente aconteceu.


O homem telefona para sua esposa e diz:
-Querida, meu chefe convidou a mim e alguns amigos para irmos pescar num lago distante. Vamos ficar fora durante uma semana! Esta é uma excelente oportunidade para eu conseguir a promoção de que tenho estado à espera, por isso me prepare roupas suficientes para uma semana e também a minha caixa de apetrechos para pesca. Vamos partir diretamente daqui do escritório e vou passar aí apenas para apanhar essas coisas. Ah! Por favor, coloque também o meu pijama novo, aquele de seda azul!
A mulher acha que isso soa um bocado estranho, mas sendo uma boa esposa que é, faz o que o marido pediu.
No fim de semana seguinte, ele regressa da pesca, um bocado cansado, mas fora isso nada de anormal. A mulher, lhe recebe com um beijo e lhe pergunta se apanharam muitos peixes.
Ele responde:
- Sim, muitos pargos, algumas garoupas, e uns carapaus. Mas porque é que você não colocou meu pijama de seda azul, tal como lhe pedi?
A mulher responde:
-Arrumei sim querido! Coloquei-o na caixa de apetrechos de pesca!

MORAL DA HISTÓRIA:
A mulher é sempre mais inteligente que o homem! Até quando ele pensa ter conseguido ultrapassá-la!


Beijinhos...

:: Por Patrícia Proença em 4:19 PM
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Segunda-feira, Janeiro 24, 2005
À prova de balas

Eu tinha uns 16 ou 17 anos, não me lembro bem. Todos os dias, fazia o mesmo caminho de volta da escola pra casa. Passava sempre em frente as Lojas Brasileiras, onde era vendido vários tipos de produtos, inclusive balas e chocolates. E todo dia, o segurança da porta ficava me olhando diferente. Sabe aquele olhar que homem dá quando quer "alguma coisa"? Pois era desse tipo.

Um dia combinei com minhas amigas de dar umas voltinhas pelas Lojas Brasileiras, pra poder ver as "novidades". As 16h fomos pra lá. Éramos quatro ao todo. Apenas mulheres, quero dizer, adolescentes. Cheguei lá e vi o segurança parado na porta da loja, como sempre estava. Ele me encarou e eu entrei séria. Passeamos por dentro da loja uns 20 minutos, olhando vários tipos de coisas. E como a loja tinha coisas pra olhar, meu Deus. No final, quando estávamos saindo, resolvi ver até onde ia o meu "poder de sedução". A seção de balas e chocolates ficava bem perto da porta da loja, e claro, ninguém podia simplesmente pegar uma bala e sair, pois era pra isso (dentre outras coisas) que o segurança ficava na porta. Ali era passagem de muitos alunos, e frequentemente vários tentavam pegar balas e sair sem pagar. Quando passei pela seção de balas, olhei lá pra fora e lá estava ele - o segurança - parado, me olhando. Fixei o olhar nele, peguei uma balinha de menta (que devia custar 5 centavos), e fui em direção à porta com minhas amigas. Ele abriu um sorrisinho de canto de boca, eu fiz o mesmo, abri a bala, coloquei na boca, e saí. Ele não fez nada. Nem falou nada.

Depois disso, quase todos os dias eu ia nas Lojas Brasileiras, passear (sempre com amigas, sozinha jamais!) e pegar balas. Quando balas não me satisfaziam mais, aumentei para bombons, pequenas barras de chocolate, até culminar numa imensa e deliciosa barrona de chocolate. Nesse dia tive receio que ou ele não deixasse, ou outra pessoa visse e mandasse ele embora por não fazer o trabalho dele. E eu não queria ser culpada por demiti-lo. O que era apenas uma brincadeira de poder de sedução já estava indo longe demais. E resolvi parar.

Muito tempo depois, ele tentou conversar comigo, perguntando por quê eu nunca mais tinha aparecido e coisas do tipo. Respondi que os estudos estavam tomando meu tempo e desconversei, pois já sabia onde ele queria chegar e, sinceramente, eu não estava nem um pouco afim dele. Não era o meu tipo. Aliás, estava longe de ser o meu tipo. Mas gostei de todas as balas e bombons que ele, indiretamente, me deu.

Foi bom enquanto durou.

Beijinhos...

:: Por Patrícia Proença em 8:16 PM
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Domingo, Janeiro 23, 2005
Ai que bom!

(Ficou quase erótico esse título, né? Mas não pensem besteira não...)

Adorei meu novo "visual". Não o meu. Mas sim o do meu blog. Com a ajuda de um amigo meu (amigo mesmo, gente), ele veio aqui pra procurar um layout comigo. Foi um amor. Achamos um que é a minha cara (bem, não sou bonita assim não, mas é bem parecida comigo), e ele editou tudo pra mim. Falou que "tava pesado" e diminuiu, colocou meu nome lá em cima, me ajudou a colocar meu perfil aqui do lado... enfim, amei! (o blog gente, não o meu amigo - apesar dele ter tentado... risos).

Aliás, será que homem é tudo assim mesmo? Só porque a gente está sozinha e chama um deles pra ajudar a gente com algo que não saibamos fazer, eles já vêm todo "empolgadinho", já achando que vai ter oba-oba no final? Tá certo que eu até gosto de um oba-oba, mas não é sempre né?

Se mais tarde eu estiver inspirada eu posto alguma coisa.

Beijinhos...

:: Por Patrícia Proença em 4:24 AM
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::Infos Gerais::

27 anos, nutricionista, residindo em Campinas, olhos quase verdes (castanhos esverdeados), quase loira (castanhos claros), quase alta (1,67), quase magra (65 kilos), quase bonita e quase inteligente... (risos)

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